Aliança da Vitória Mantida unidade do grupo Coligação que elegeu Marcelo Miranda, apesar das turbulências, continua coesa para frustração dos adversários Anésio Júnior Com projetos claros e bem definidos, a Aliança da Vitória nasceu forte e não seria justo agora que iria entregar de mão beijada para a oposição (leia-se União do Tocantins) o que conquistou com sacrifício nas eleições de 2006. O grupo liderado pelo governador Marcelo Miranda provocou uma revolução política no Tocantins, levando o até então imbatível Siqueira Campos a derrota. O projeto político da Aliança da Vitória vai mais além do que as eleições municipais. Há uma espécie de pacto entre os líderes da aliança para que a estratégia definida ao longo do tempo não sofra interrupção. Esta consciência todos eles têm, pois caminham com os olhos sempre voltados para o futuro. Seria uma espécie de prevenção contra o inimigo que, como uma cobra peçonhenta, está pronta para dar o seu bote. Não só o sentimento de amizade e simpatia que tem pela deputada federal Nilmar Ruiz pesou na decisão do governador Marcelo Miranda de apoiá-la nestas eleições. O governador valorizou a política de grupo. Aliás, Marcelo deixou muito claro que a sua parceria com o prefeito Raul Filho (PT) em Palmas era administrativa para que a cidade não sofresse prejuízo. Em determinado momento, em função do bom relacionamento entre o governador e o presidente Lula, foi até cogitada a possibilidade de uma aliança entre PMDB e PT, visando o isolamento do DEM na base aliada, que em conseqüência da briga ferrenha na votação da CPMF, cuja relatoria caiu nas mãos da senadora Kátia Abreu, criou momentaneamente um clima de desconforto para o governador do Estado que era a favor da CPMF. Um momento difícil para a Aliança da Vitória, cuja unidade foi colocada à prova de fogo. A tempestade passou e tudo voltou a ser como antes. As decisões na Aliança da Vitória, mesmo contrariando a chamada política de grupo, são respeitadas, como ocorreu com a senadora Kátia Abreu no caso da CPMF. Recentemente foi a posição assumida pelo vice-governador Paulo Sidnei em apoiar a candidatura do petista Raul Filho, em Palmas. A atitude de Sidnei provocou um abalo sísmico na base e foi preciso que ele viesse a público esclarecer os fatos. O vice-governador, em tom de desabafo, disse em entrevista a revista “Em Tempo”, que “os puxa-sacos de plantão e de aluguel não conseguem arranhar a admiração e respeito que tenho pelo governador Marcelo Miranda”. Criticou aqueles que aproveitaram da situação para tentar jogá-lo contra a senadora Kátia Abreu e a deputada Nilmar Ruiz. “Eu compreendo o apoio do governador à deputada Nilmar. Ela esteve sempre com ele e o seu partido, o então PFL foi o único partido entre os 17 de sua base governista que o acompanhou quando ele tomou aquela posição histórica de ir para o PMDB”, disse textualmente. A decisão de Sidnei de apoio a Raul Filho é, perfeitamente, explicável. Ele é do PPS, partido da base governista que apóia a candidatura do PT em Palmas. Historicamente, Sidnei sempre esteve ao lado de Raul Filho, por uma questão ideológica. Os dois exemplos definem com clareza que a Aliança da Vitória tem metas e estratégias a serem cumpridas. Recentemente Marcelo Miranda fez uma observação que sintetiza o sentimento político da coligação. Segundo o governador, a aliança foi construída em bases sólidas, respeitando os princípios democráticos, ou seja: todos têm o direito de se manifestar, desde que a decisão não traga prejuízo ao grupo. Talvez em função disso, a Aliança da Vitória quando colocada à prova de fogo supera todas as barreiras e dificuldades. |
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