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Na inauguração do comitê de Lelis, o ex-governador Siqueira Campos fez questão de prestigiar o seu afilhado

Campanha eleitoral

Lelis foge de Siqueira

Antes só do que mal acompanhado: candidato da União do Tocantins ‘se esconde’ do ex-governador

Ainda se convalescendo do tiro desferido pelo ex-governador Siqueira Campos, em conseqüência do resultado de uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade), acatada pelo Supremo Tribunal Federal, que acabou resultando na demissão de todos os servidores comissionados do Estado, o candidato da União do Tocantins a prefeito de Palmas, Marcelo Lelis (PV), procura lavar as mãos e jogar a culpa de todo o imbróglio no PSDB, partido do ex-governador.

Com cara de bom mocinho, como nos filmes de faroeste americano, o candidato da União do Tocantins apareceu no programa eleitoral gratuito defendo os servidores públicos do Estado, na tentativa de minimizar o impacto provocado pela ação “politiqueira” dos siqueiristas, que, inconformado com os resultados das urnas nas eleições de 2006 procuram ainda, a qualquer preço, inviabilizar a administração de Marcelo Miranda, com uma enxurrada de ações na Justiça.

Desta vez, o tiro dado pela União do Tocantins saiu pela culatra e atingiu em cheio o pé do candidato Marcelo Lélis, que tenta, em vão, explicar aos servidores públicos o inexplicável. Na semana passada vazou a informação de que a coordenação da campanha de Lelis, preocupada com a repercussão negativa dos fatos e o estrago que ela poderia provocar na campanha, orientou o candidato verde a “fugir” de Siqueira Campos. A palavra de ordem é evitar qualquer aproximação com o ex-governador, até a poeira se assentar.

Pito
Um dia após o governador Marcelo Miranda ter reconduzido os comissionados aos seus respectivos cargos, o presidente metropolitano do PSDB, o ex-deputado Freire Júnior, por conta própria anunciou que iria entrar com outra Adin contestando a decisão do governador. Ele teria levado um “pito” da direção estadual do partido, que o desautorizou a tomar qualquer atitude que pudesse prejudicar ainda mais o candidato da União do Tocantins. Porém, de forma maquiavélica, o PSDB regional, aliado de Marcelo Lelis, pediu que o PSDB Nacional entrasse com uma nova AdIn e uma liminar no STF. A proposta de entrar com a ação somente após as eleições foi vencida.

Enquanto isso, Siqueira Campos não sai da toca, já que sua presença no palanque da União do Tocantins seria um risco que a coordenação da campanha quer evitar. Eles duvidam, por exemplo, que o ex-governador consiga transferir seus votos para Lelis. Em contrapartida, temem que o alto índice de rejeição de Siqueira Campos em Palmas prejudique o candidato da UT. Entre o certo e o duvidoso, preferem não se arriscar. Por que Siqueira Campos não coloca a cara na TV e pede votos para o seu candidato? Pergunta ainda sem resposta.